Comunidade internacional elogia histórica reunião Kim-Trump

2018-06-14 10:53:37丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 13 jun (Xinhua) -- Os principais políticos e autoridades de todo o mundo elogiaram o encontro entre Kim Jong Un, líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Singapura, na terça-feira.

O conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse que o encontro foi de grande importância, e algo que a China há muito desejava.

"Esperamos que os dois líderes trabalhem para eliminar barreiras, construir confiança mútua, superar dificuldades e alcançar consenso básico e fazer progresso substancial na promoção da desnuclearização e no estabelecimento de um mecanismo de paz na Península Coreana", disse ele.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "parabenizou" Trump pela cúpula histórica. "É um primeiro passo importante no esforço para livrar a península coreana de armas nucleares", disse ele em um comunicado divulgado por seu gabinete.

O emir do Kuwait, Sheikh Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, disse que a histórica declaração conjunta assinada em Singapura inclui fundações para alcançar a paz permanente entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, e garantir segurança e paz na Península Coreana.

Um passo histórico tão significativo contribuiria para remover longos anos de tensão na região, disse ele.

O Ministério de Relações Exteriores do Nepal acredita que a nova fase criada pela cúpula será continuada.

"O Nepal espera que os compromissos contidos na declaração sejam implementados para preparar o caminho para uma paz duradoura e estabilidade na península coreana", disse o ministério em um comunicado.

O Brasil elogiou a disposição dos dois líderes em buscar a paz e a compreensão através do diálogo e da diplomacia, esperando que o diálogo continue a evoluir positivamente, de modo a contribuir para a paz e a segurança, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Vários países europeus também expressaram parabéns e apoio à cúpula.

O presidente da Eslovênia, Borut Pahor, disse que os dois líderes mostraram sua consciência sobre os riscos para a paz global que enfrentavam e corajosamente deram um passo histórico em direção à paz e segurança.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, repetiu as palavras de Pahor, dizendo que a reunião é o primeiro passo na direção certa para resultados concretos e práticos.

Descrevendo a cúpula como "o começo de um longo processo", o ministro das Relações Exteriores finlandês, Timo Soini, disse que "o progresso daqui pra frente é decisivo", esperando que ela leve a um acordo de paz na Península Coreana.

O primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, vê a reunião positivamente, dizendo que espera que todas as questões sejam resolvidas e que a ameaça latente de guerra na região seja evitada.

Comentando o resultado da cúpula em uma entrevista na televisão, o vice-ministro da Defesa polonês Wojciech Skurkiewicz disse que a declaração oferece "informações muito importantes" e que espera que seja "colocado em ação".

O Chipre está muito satisfeito com o acordo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte para a desnuclearização, que é um "desenvolvimento impressionantemente positivo", disse o porta-voz do governo de Chipre, Prodromos Prodromou.

"A melhoria das relações internacionais é em benefício de todo o mundo", disse Prodromou.

Kim e Trump se reuniram em Singapura na terça-feira numa reunião histórica. Sob uma declaração conjunta, Pyongyang e Washington concordaram com a desnuclearização completa da península coreana em troca de garantias de segurança para a Coreia do Norte.

Os dois líderes conduziram uma "troca abrangente, profunda e sincera de opiniões" sobre questões relacionadas ao estabelecimento de um novo relacionamento entre a RPDC e os EUA e construção de um regime de paz duradouro e robusto na península, disse o comunicado conjunto.

(Repórteres da Xinhua Chen Jian, Fei Liena, Yoo Seung-ki em Singapura, Tamara Santos Traubmann em Jerusalém, Nie Yunpeng na Cidade do Kuwait, Santosh Ghimire em Katmandu, Wang Yaxiong em Liubliana, Ren Ke em Berlim, Juhani Niinisto em Helsinque, Anastasiya Barabashova em Praga, Chen Xu em Varsóvia, Petros Petrides em Nicósia e Bruna Gama no Rio de Janeiro contribuíram para essa matéria.)

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