Principais diplomatas da UE concordam em dar continuidade ao acordo nuclear do Irã

2018-05-16 19:02:58丨portuguese.xinhuanet.com

A chefe de política externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini (d), se reuniu com o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, em Bruxelas, na Bélgica, em 15 de maio de 2018. (Xinhua/União Europeia)

Bruxelas, 15 mai (Xinhua) -- Os principais diplomatas europeus concordaram em cumprir o importante acordo nuclear iraniano, apesar da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar-se do acordo na semana passada, disse a repórteres Federica Mogherini, chefe da política externa da União Europeia.

Para este fim, a UE lançará intensos debates em todos os níveis com o Irã nas próximas semanas, disse Mogherini em uma entrevista coletiva, após uma reunião com ministros das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Alemanha, França e Irã.

A discussão se concentrará, entre outros, em como manter as relações econômicas e transações bancárias efetivas com o Irã no contexto de novas sanções dos EUA, de acordo com Mogherini.

"Reafirmamos nossa decisão de continuar a implementar o acordo nuclear em todas as suas partes, de boa fé e em uma atmosfera construtiva", disse Mogherini.

"Estamos determinados a garantir que o Acordo com o Irã continue. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos determinados a fazer isso", observou Mogherini, acrescentando que "começamos a trabalhar para implementar medidas que ajudem a garantir que isso aconteça".

Ela proclamou que irá informar os líderes dos estados membros da UE na quarta-feira em Sofia, Bulgária, que está prestes a sediar a cúpula UE-Balcãs Ocidentais.

Ao deixar a reunião, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, fez eco a Mogherini, dizendo que "é o começo do processo, e muito vai depender do que fizermos nas próximas semanas. Acredito que seja um bom começo".

"Precisamos receber essas garantias e veremos como melhor nos mudaremos", disse Zarif a repórteres.

Zarif está em Bruxelas na última etapa de uma rápida turnê diplomática para salvar o acordo nuclear de 2015 após a recente retirada dos EUA do pacto.

Trump declarou na semana passada que os Estados Unidos se retirariam do acordo, alegando que ele falhou em impedir o Irã de desenvolver armas nucleares ou apoiar o terrorismo na região.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, elaborou em comunicado que "as sanções serão reativadas daqui a um período de 90 a 180 dias".

Para o desagrado da Europa, as empresas estrangeiras que fazem negócios com o Irã também estão na mira das sanções dos EUA.

Em resposta às iminentes sanções dos Estados Unidos, o secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, disse a repórteres após sua chegada à reunião: "isso não significa que não haja algumas coisas que possamos fazer".

“Estaremos analisando todas as maneiras que podemos propor para proteger as legítimas empresas britânicas e europeias que podem querer negociar com o Irã, que querem negociar e, na verdade, quem tem grandes planos para fazer isso", disse ele.

O acordo histórico foi assinado em julho de 2015 pelo Irã e pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos - mais a União Europeia (UE) e a Alemanha.

Segundo o acordo, o Irã concordou em congelar seus programas nucleares em troca da suspensão da maioria das sanções internacionais.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, o Irã até agora cumpriu todas as condições estabelecidas no acordo.

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