Macron diz estar pronto para discutir retorno da paz para Síria

2018-04-17 13:53:07丨portuguese.xinhuanet.com

Paris (Reuters) -- O presidente da França, Emmanuel Macron, disse, neste domingo, que está pronto para conversar com todos, incluindo a Rússia e o Irã, para preparar o caminho para uma transição política inclusiva na Síria, devastada pela guerra.

"Eu digo, desde o começo, que para construir uma paz duradoura, é preciso dialogar com o Irã, Rússia e Turquia. A política da França é conversar com todos. É a condição para ter paz", disse Macron ao canal de notícias BFM TV, rádio RMC e Notícias online da Mediapart.

Depois que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mísseis no país, devido a um suposto ataque químico de gás, o presidente francês observou que a principal prioridade do Ocidente é preparar "uma alternativa política de longo prazo que permita uma transição de forma constitucional".

Perguntado se o uso da força militar restauraria a paz, Macron disse que "a França é o país mais ativo em termos de diplomacia e ajuda humanitária nos últimos meses, e chegamos numa época em que esse ataque era essencial para dar credibilidade à nossa comunidade."

Defendendo a participação da França nos ataques aéreos conjuntos que visavam as instalações químicas do governo sírio, o chefe de estado, de 40 anos, chamou a operação de "ato de retaliação legítimo" após provas de que o ataque de gás químico usado em Douma, em 7 de abril, ter sido atribuído ao "governo sírio".

"Sem declarar guerra contra Bashar al-Assad, os ataques conjuntos atingiram seus objetivos sem deixar vítimas colaterais", confirmou Macron, acrescentando que as instalações de armas químicas de Damasco foram destruídas.

"Temos total legitimidade internacional para agir nesse contexto", afirmou ele.

EXIBINDO CREDENCIAIS DIPLOMÁTICAS

Rompendo com a política do governo anterior, que determinou a partida do presidente sírio como pré-condição para resolver o conflito, Macron expressou anteriormente a disposição de falar com Bashar al-Assad para acabar com o conflito de sete anos.

No entanto, ele repetidamente advertiu ao governo sírio de que ele iria intervir militarmente, caso o alegado uso de armas químicas fosse provado.

Usando de sua credibilidade, ele ordenou que as forças armadas francesas interviessem no sábado, num esforço coordenado com forças americanas e britânicas para atacar vários alvos sírios, que foram indicados pelas potências ocidentais como arsenal químico do governo sírio.

Numa segunda aparição na televisão em uma semana, Macron, desaprovado em casa, exibiu suas credenciais diplomáticas dizendo "A França conversa e convence".

"Dez dias atrás, o presidente Trump estava dizendo que os Estados Unidos deveriam se retirar da Síria. Nós o convencemos de que era necessário ficar", disse Macron a três meios de comunicação.

"Nós o convencemos de que era necessário ficar a longo prazo. Também o persuadimos de que precisávamos limitar os ataques às armas químicas, depois que as coisas ficaram sérias com os tweets", acrescentou.

Macron disse que sua viagem a Moscou, programada para o mês que vem, seria mantida, apesar da divergência na crise síria.

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