Segunda rodada de conversações do governo italiano terminam sem acordo

2018-04-16 10:59:59丨portuguese.xinhuanet.com

O secretário interino do Partido Democrata, Maurizio Martina (frente, 3º. à direita), fala à mídia no Palácio Quirinale, em Roma, capital da Itália, em 12 de abril de 2018. O primeiro dia da segunda rodada de negociações oficiais do governo italiano, na quinta-feira, terminou sem acordo, com os principais partidos políticos em posições conflitantes. (Xinhua/Jin Yu)

Roma, 12 abr (Xinhua) -- O primeiro dia da segunda rodada de negociações oficiais do governo italiano, na quinta-feira, terminou sem acordo, com os principais partidos políticos em posições conflitantes.

Os dois vencedores parciais das eleições gerais do mês passado - o partido populista, Movimento Cinco Estrelas, liderado por Luigi Di Maio, e a Liga de direita, liderada por Matteo Salvini - reiteraram a pretensão de liderar o próximo governo em conversas formais com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, cujo trabalho é nomear um novo primeiro ministro.

Depois de se encontrar com Mattarella, Salvini disse a repórteres que a coalizão de centro-direita, que obteve 37% dos votos nas eleições de 4 de março, está pronta para "formar um governo forte e duradouro com um premiê indicado pela Liga".

Di Maio, cujo partido ganhou 32,5% dos votos nacionais, se ofereceu na semana passada para entrar em um acordo do governo com o Partido Democrata, de centro-esquerda, do primeiro-ministro Paolo Gentiloni, ou com a Liga - contanto que se livre de seu aliado, Silvio Berlusconi, que foi expulso do parlamento em 2013 após uma condenação por fraude fiscal.

Ele reiterou essa posição na quinta-feira, dizendo que embora haja "uma sinergia institucional com a Liga", o bloco de centro-direita "é um obstáculo à mudança", enquanto incluir Berlusconi e seu partido Forza Italia.

"Nós vemos apenas uma solução", disse Di Maio. "Berlusconi deve se afastar. Um governo Cinco Estrelas com o Forza Italia é absolutamente impossível."

O secretário interino do Partido Democrata Maurizio Martina rejeitou a oferta do (movimento) Cinco Estrelas, reiterando que seu partido permanecerá na oposição após uma derrota eleitoral esmagadora no mês passado e acusando a Liga e os Cinco Estrelas de se engajarem em "balés de conflitos públicos que escondem acordos".

Tanto Di Maio quanto Salvini se comprometeram a reprimir a imigração, rever reformas impopulares de pensões, cortar impostos, introduzir generosas medidas de bem-estar social e quebrar as regras da União Europeia (UE) sobre gastos públicos, se necessário.

Quem conseguir o cargo de primeiro-ministro deve, por sua vez, ganhar um voto de confiança nas duas casas do parlamento antes de ser confirmado no cargo.

A primeira rodada de conversações formais realizada há uma semana não conseguiu chegar a um acordo. As negociações continuam na sexta-feira, quando se espera que Mattarella faça uma declaração sobre qual será o próximo passo.

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