Cooperação econômica e comercial entre China e América Latina e Caribe não contém condições adicionais

2018-02-09 16:39:59丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 9 fev (Xinhua) -- A cooperação econômica e comercial entre a China e a América Latina e o Caribe é de benefício mútuo e favorável para todos, sem condições adicionais, informou Gao Feng, porta-voz do Ministério do Comércio da China, em uma entrevista coletiva.

Gao fez as declarações ao responder a uma pergunta sobre um comentário do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, que descreveu os investimentos chineses e algumas atividades comerciais do país asiático na região como as "novas potências imperialistas".

Segundo os dados divulgados pelas alfândegas chinesas, A China e a América Latina e o Caribe registraram um volume comercial de cerca de US$ 260 bilhões em 2016, um aumento anual de 18,8%. A China é um destino importante dos produtos a granel da região latino-americana e caribenha e está importando cada vez mais produtos agrícolas e industriais da região, o que melhorou a estrutura do comércio entre as duas partes.

Além disso, os investimentos diretos do país asiático na América Latina e o Caribe ultrapassaram US$ 200 bilhões e a região se tornou o segundo maior destino dos investimentos chineses no exterior, de acordo com o Ministério do Comércio da China.

Gao disse que as estatísticas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) mostraram que a China passou a ser o segundo parceiro comercial de mercadorias da América Latina e o Caribe desde 2014. Entre 2000 e 2017, o volume das exportações latino-americanas e caribenhas para a China subiram de 1% para 10% do total e a China foi o terceiro maior mercado para as exportações da região. Enquanto isso, a percentagem das importações da China cresceu de 2% para 18% no total da região durante o período, sendo a segunda maior fonte de importações.

Quanto ao investimento, de 2005 a 2016, a região recebeu os investimentos provenientes da China no valor de US$ 90 bilhões, respondendo por 5% do total nesse período. Os investimentos das empresas chinesas na América Latina e o Caribe superaram US$ 25 bilhões em 2017 e representaram 15% do total dos investidores estrangeiros na região, afirmou a CEPAL.

De acordo com Gao, os investimentos chineses na América Latina e o Caribe se expandiram para mais setores. Entre 2004 e 2010, 42% e 18% dos investimentos do país asiático entraram nos setores locais de mineração e energia, respectivamente. No entanto, os números caíram para 20% e 6% de 2011 a 2017, com mais dinheiro chegando aos campos de telecomunicação, imóveis, alimentos e energias renováveis, entre outros. As infraestruturas locais foram melhoradas e as alternativas dos consumidores se diversificaram.

As observações do lado norte-americano são uma distorção dos fatos e uma defesa da política externa da Doutrina Monroe e foram amplamente criticadas pelos países da América Latina e o Caribe, assinalou Gao.

A China quer alcançar um crescimento compartilhado através de deliberação e colaboração conjunta com base na igualdade e no benefício mútuo, e não agirá de forma egoísta para impulsionar seu próprio desenvolvimento e prejudicar os benefícios de outras partes, destacou o porta-voz.

Ao mesmo tempo, a China está aberta a uma cooperação com todas as partes, incluindo os Estados Unidos, para fortalecer o desenvolvimento econômico da América Latina e o Caribe, acrescentou.

A economia da China entrou em uma fase de desenvolvimento de alta qualidade e o país pretende trabalhar com outras partes para promover a cooperação econômica e comercial entre a China e a América Latina e o Caribe, a fim de construir uma comunidade de destino compartilhado e alcançar o desenvolvimento e a prosperidade recíprocas, disse ele.

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