Equador concede cidadania a Assange, fundador do WikiLeaks

2018-01-12 16:31:23丨portuguese.xinhuanet.com

(Xinhua/Santiago Armas)

Quito, 11 jan (Xinhua) -- O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, recebeu cidadania do Equador, disse na quinta-feira a ministra equatoriana das Relações Exteriores, Maria Fernanda Espinosa.

Assange, que vive na embaixada do Equador em Londres há cinco anos e meio, "solicitou sua naturalização em 16 de setembro de 2017," cumprindo todos os requisitos, Espinosa disse a repórteres em uma conferência de imprensa aqui.

Assange era elegível para se tornar um cidadão equatoriano naturalizado com base em seu tempo sob a jurisdição e proteção do Equador, disse Espinoza, acrescentando que "a naturalização foi concedida em 12 de dezembro de 2017," pelo governo equatoriano.

Na quarta-feira, a mídia local informou que Assange, nascido na Austrália, era agora um equatoriano naturalizado, mas a notícia não foi oficialmente confirmada até agora.

O Equador, sob a presidência de Rafael Correa, concedeu asilo político a Assange em sua embaixada em agosto de 2012, depois que o ativista argumentou que ele era alvo de perseguição política.

De acordo com Assange e sua equipe jurídica, acusações de crimes sexuais contra ele por dois cidadãos suecos eram uma artimanha para extraditá-lo para a Suécia para que então fosse levado aos Estados Unidos.

As acusações levaram Assange a refugiar-se na embaixada do Equador e solicitar o asilo político. Ele está preso no local desde então.

Após três anos de cativeiro virtual, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária anunciou em 2015 que a prisão de fato de Assange era ilegal. Solicitou a sua libertação imediata e decidiu que tanto a Suécia quanto a Grã-Bretanha pagassem uma indenização por o terem detido ilegalmente. Até o presente momento, a decisão não teve efeito.

O site WikiLeaks ganhou fama depois de divulgar milhares de documentos diplomáticos confidenciais mostrando a manipulação dos EUA em governos estrangeiros e imagens de vídeo de um ataque militar dos EUA contra civis no Iraque, fato que irritou Washington.

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