Entrevista com João Garcia Bires, embaixador de Angola na China

2017-12-22 08:47:51丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 22 dez (Xinhuanet) -- “O conceito de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade manifesta a visão da China para combinar o desenvolvimento deste país com o desenvolvimento do mundo inteiro”, disse à Xinhuanet o embaixador angolano na China, João Garcia Bires, em uma entrevista exclusiva.

Xinhuanet: O 19º Congresso Nacional do PCC atraiu a atenção mundial. A imprensa mundial deu destaque às notícias sobre o Congresso, relatando o desenvolvimento e as realizações da China, descodificando as experiências em desenvolvimento do país e focando no futuro caminho que a China seguirá. O que mais lhe interessa no relatório do Congresso? Qual é a sua visão sobre o Congresso?

Embaixador João Garcia Bires: Em primeiro lugar, quero uma vez mais felicitar o Partido Comunista da China e o seu secretário-geral, o presidente Xi Jinping, pela realização deste Congresso. Um evento que já é considerado histórico por ter traçado um plano concreto para os próximos cinco anos e ter definido as bases para o Socialismo com Características Chinesas na Nova Era, período durante o qual deverão ser movidos novos esforços rumo às metas dos dois centenários: concretamente a conclusão da construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos até 2020 e da construção de um país socialista moderno, próspero, poderoso, democrático, civilizado e harmonioso até meados deste século.

Xinhuanet: Na sua opinião, por que o 19º Congresso Nacional do PCC atraiu tanta atenção internacional? Qual é o significado global do relatório do Congresso?

Embaixador João Garcia Bires: Eu penso que o 19º Congresso atraiu tanta atenção porque definiu a China como alternativa na defesa de uma ordem internacional mais justa num momento em que a paz continua a ser uma incerteza em algumas partes do mundo. O 19º Congresso Nacional do PCC delineou uma China disposta a continuar a trilhar o caminho do desenvolvimento pacífico, erguendo bem no alto a bandeira da paz, do desenvolvimento, da cooperação e da relação de benefício mútuo com base nos cinco princípios de coexistência pacífica.

Xinhuanet: O relatório do 19º Congresso Nacional do PCC diz que a China persistirá no caminho do desenvolvimento pacífico e está empenhada na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade. Qual é a sua compreensão do conceito de "uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade"? Como você vê esse conceito?

Embaixador João Garcia Bires: Penso que esta tese defendida pelo Partido Comunista da China e o seu líder, Xi Jinping, visa fomentar um novo tipo de relações internacionais. É um compromisso de servir as pessoas de todo o mundo. Este novo conceito manifesta a visão da China para combinar o desenvolvimento deste grande país que é a China com o desenvolvimento do mundo inteiro.

Xinhuanet: O relatório do 19º Congresso Nacional do PCC afirma que a China apoiará os regimes comerciais multilaterais e trabalhará para facilitar o estabelecimento de áreas de livre comércio e a construção de uma economia mundial aberta. Em contraposiçao ao cenário internacional atual, Xi propôs o estabelecimento de uma globalizaçao econômica mais aberta, inclusiva e equilibrada para que seus benefícios sejam compartilhados por todos. Quais as implicações globais desta proposta?

Embaixador João Garcia Bires: Julgo que a proposta do presidente Xi Jinping foi colhida com satisfação porque vai facilitar o estabelecimento de um novo padrão de abertura ao mundo com novas alianças globais e maior liberalização no comércio e no investimento. É mais uma das virtudes do presidente Xi Jinping como um firme defensor da globalização econômica.

Xinhuanet: O relatório do 19º Congresso Nacional do PCC afirma que a China nao fechará suas portas e promoverá ativamente a cooperação internacional através da Iniciativa do Cinturão e Rota. Na sua opinião, como os dois países podem fortalecer a cooperação para beneficiar ainda mais seus povos?

Embaixador João Garcia Bires: Como se sabe, a China foi o país que mais depressa compreendeu a situação difícil de Angola no final da guerra em 2002. A partir daquela data, as relações Angola-China têm crescido para o bem dos dois povos e países. Hoje, a China é o maior parceiro comercial e principal fonte de financiamento do desenvolvimento de Angola. Mesmo no atual momento de crise que vive Angola, o apoio da China tem-se mantido firme no financiamento de infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas. A Iniciativa do Cinturão e Rota, proposta pelo presidente Xi Jinping em 2013, vai estimular ainda mais a economia dos dois países porque é de grande relevância estratégica e visa construir infraestruturas e ajustar laços entre os países, abrangendo dois principais sentidos de desenvolvimento: a Faixa Económica da Rota da Seda e a Rota da Seda Marítima do Século XXI.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001368422491