Alemanha elogia assinatura de PESCO como um "marco"

2017-11-14 16:09:44丨portuguese.xinhuanet.com

Berlim, 13 nov (Xinhua) -- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel (SPD), elogiou na segunda-feira a assinatura do pacto de defesa sobre a cooperação estruturada permanente (PESCO) por 23 Estados membros da UE como um "marco do desenvolvimento europeu".

Gabriel disse à imprensa que a reunião de segunda-feira marcou um "grande passo em direção à auto-suficiência e ao fortalecimento da política de segurança e defesa da UE."

Os comentários de Gabriel foram feitos depois que 23 estados membros da UE concordaram em estabelecer uma nova união de defesa da UE conhecida como "Cooperação estruturada permanente" (PESCO).

A partir de dezembro de 2017, os primeiros projetos no âmbito do PESCO podem testemunhar a criação de um comando conjunto de paramédicos, bem como a criação de operações logísticas compartilhadas para unificar o transporte militar e dos suprimentos.

A decisão da Alemanha de se juntar ao PESCO implica na obrigação de aumentar regularmente os gastos de defesa nacional. No entanto, Gabriel expressou a opinião de que uma maior cooperação militar permitiria aos estados da UE economizar no longo prazo com maior eficiência e eficácia.

Crescentes tensões transatlânticas são uma força motriz por trás da fundação do PESCO.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetidamente levantou questões sobre a garantia da segurança histórica fornecida por Washington a seus aliados europeus sob a proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Em resposta, os líderes europeus manifestaram cada vez mais o desejo de forjar uma política de defesa independente da UE.

No entanto, os políticos alemães rejeitaram categoricamente um pedido simultâneo de Antonion Tajani, presidente do Parlamento Europeu, para duplicar o orçamento da UE.

Falando para o grupo de mídia "Funke", Tajani disse que a UE precisava de "240 bilhões de euros em vez de 140 bilhões de euros" para lidar com os desafios da crise dos refugiados, o terrorismo e aumentar o nível de investimentos.

O Ministério das Finanças também reagiu com ceticismo em relação à proposta de Tajani em aumentar alguns dos fundos através de novos impostos, inclusive em transações financeiras. O ministério observou que as negociações sobre o próximo orçamento da UE não deveriam começar até 2018.

O líder do Partido Democrata livre (FDP), Christian Lindner, se opôs, de forma mais vocal, à iniciativa do presidente do Parlamento Europeu.

Escrevendo no jornal "Rheinische Post", Lindner argumentou que "a UE não era um estado, mas sim uma federação de estados".

"Portanto, queremos manter o atual acordo em que o orçamento é financiado por contribuições dos Estados membros," acrescentou o líder do FDP.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001367516051