Cuba vê novas restrições comerciais e de viagens com EUA como revés na relação entre os países

2017-11-10 16:55:42丨portuguese.xinhuanet.com

Havana, 8 nov (Xinhua) -- Novas restrições comerciais e de viagens anunciadas pelos Estados Unidos em junho representam um "novo revés" nas relações Cuba-Estados Unidos, disse uma alta funcionária cubana nesta quarta-feira.

"Estas medidas confirmam um sério revés registrado nas relações bilaterais devido a decisões unilaterais adotadas pelo governo do presidente Donald Trump," disse Josefina Vidal, diretora-geral dos assuntos americanos no Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

"Os novos regulamentos não só prejudicam a economia cubana, incluindo o setor privado, mas também cidadãos dos EUA cujo direito de viajar para Cuba agora fica ainda mais restrito," disse ela em uma coletiva de imprensa.

Sob as novas regras, as empresas dos EUA são proibidas de se envolver em negócios com 179 empresas e departamentos cubanos, particularmente aqueles relacionados aos militares e ao Ministério do Interior.

Enquanto isso, os viajantes dos EUA para Cuba na sua maioria, precisam mais uma vez se juntar a grupos de turismo organizados por agências norte-americanas. Eles também são proibidos de usar o serviço prestado por hotéis cubanos, lojas e outros negócios com antecedentes militares.

"As novas regras também afetam empresários dos EUA, que perderão interessantes oportunidades de negócios em Cuba," disse Vidal.

A funcionária cubana disse que Havana não tomará nenhuma medida em retaliação e continuará a trabalhar com o governo dos EUA, embora as medidas dos EUA tornem as coisas mais difíceis.

Segundo a lado norte-americano, as medidas são projetadas para orientar a atividade econômica dos EUA para longe de serviços militares, inteligência e segurança de Cuba, que dominam parte da economia cubana por meio de empresas controladas pelo Estado.

"Este é o velho discurso, tentando pressionar o governo cubano a fazer as mudanças que eles querem ver. Estas velhas formas nunca funcionaram e nem irão funcionar no futuro," disse Vidal.

As regras mais estritas marcam um retorno à uma posição mais dura dos EUA contra Cuba antes do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente cubano, Raúl Castro, restaurarem as relações diplomáticas bilaterais em 2015, de acordo com Vidal.

As relações Cuba-EUA também foram prejudicadas recentemente por uma crise diplomática decorrente de supostos ataques sônicos que prejudicaram a saúde dos diplomatas dos EUA em Havana.

Washington ordenou a retirada da maioria de seus diplomatas em Havana, e emitiu um alerta de viagem indicando os americanos a não visitarem a ilha caribenha. 

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