Noventa mil pessoas no mundo morreram de sarampo em 2016, segundo OMS

2017-10-27 20:36:41丨portuguese.xinhuanet.com

Genebra, 26 out (Xinhua) -- Apesar de uma queda de 84% em relação ao ano 2000, a população mundial que morreu de sarampo em 2016 ainda atingiu 90 mil, primeira vez abaixo de 100 mil por ano, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros em um relatório, na quinta-feira.

Em 2000, mais de 550 mil pessoas morreram de sarampo, segundo o relatório.

A grande queda de mortes por sarampo foi em grande parte atribuída a cerca de 5,5 bilhões de doses de vacinas contra o sarampo fornecidas desde 2000 às crianças através de serviços de vacinação de rotina e campanhas de vacinação em massa, poupando 20,4 milhões de vidas.

"Salvar uma média de 1,3 milhão de vidas por ano através da vacina contra o sarampo é uma conquista incrível e faz um mundo livre do sarampo parecer possível, até provável, em nossa vida," diz o Dr. Robert Linkins, do Measles and Rubella Initiative (MR&I), uma parceria formada em 2001 entre a Cruz Vermelha Americana, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a Fundação das Nações Unidas, a UNICEF e a OMS.

No entanto, o mundo ainda está longe de atingir os objetivos regionais de eliminação do sarampo. A cobertura com a primeira das duas doses necessárias de vacina contra o sarampo ficou paralisada em aproximadamente 85% desde 2009, muito abaixo da cobertura de 95% necessária para parar as infecções por sarampo e a cobertura com a segunda dose, apesar dos recentes aumentos, foi de apenas 64% em 2016 , de acordo com o relatório.

Ao todo, cerca de 20,8 milhões de crianças em todo o mundo ainda estão perdendo sua primeira dose de vacina contra o sarampo, mais de metade delas vivendo em seis países: Nigéria (3,3 milhões), Índia (2,9 milhões), Paquistão (2,0 milhões), Indonésia (1,2 milhão) , Etiópia (0,9 milhões) e República Democrática do Congo (0,7 milhões).

Uma vez que o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, grandes surtos continuam a ocorrer nestes e outros países da Europa e América do Norte, colocando as crianças em risco de complicações graves para a saúde, como pneumonia, diarréia, encefalite, cegueira e morte.

"Nós vimos uma queda substancial em mortes por sarampo por mais de duas décadas, mas agora devemos nos esforçar para chegar a zero casos de sarampo (...) Eliminação do sarampo só será alcançada se vacinas contra o sarampo alcançarem cada criança, em toda parte," disse o Dr. Jean-Marie Okwo-Bele, diretor do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS.

De acordo com a OMS e seus parceiros, os países com maior número de mortes por sarampo dependem mais de recursos financiados e estão em maior risco de reverter o progresso após a erradicação da poliomielite ser alcançada.

É por isso que a imunização de rotina apoiada por sistemas de saúde fortes deve ser melhorada, o que é um caminho realista para alcançar essas crianças e eliminar o sarampo, disse o Dr. Seth Berkley, CEO da Gavi, Vaccine Alliance, um dos maiores apoiantes mundiais dos programas de vacinação contra o sarampo.

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