Esgotamento atinge residentes cirúrgicos deixando-os mais propensos a sofrer estresse, segundo estudo

2017-10-27 20:36:41丨portuguese.xinhuanet.com

São Francisco, 26 out (Xinhua) -- Residentes cirúrgicos que sofrem de esgotamento são mais propensos a correr risco de alta ansiedade, depressão, abuso de substâncias e pensamentos suicidas, disse um estudo divulgado na quinta-feira pela Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) nos EUA.

O estudo mais recente, publicado no Jornal do Colégio Americano de Cirurgiões, descobriu que 70% dos 566 residentes cirúrgicos pesquisados disseram que tiveram ou estavam experimentando um esgotamento, impulsionado pela exaustão emocional e dúvidas sobre sua eficácia no trabalho.

"O desgaste entre os médicos afeta a saúde mental, o desempenho e os resultados dos pacientes. A residência cirúrgica é um período de alto risco para o esgotamento," afirmou o estudo.

A pesquisa foi realizada em setembro de 2016 por uma equipe liderada por Carter Lebares, professor assistente do Departamento de Cirurgia da UCSF.

"Os formandos com esgotamento e alto estresse estavam em maior risco de depressão e pensamentos suicidas," descobriu o estudo.

A pesquisa constatou que 69% dos pesquisados vivenciaram um alto desgaste composto de exaustão emocional e despersonalização, que pode se manifestar em afastamento dos pacientes ou tornando os residentes mais frios em um modo geral.

Cerca de 20% dos residentes sofreram sintomas de depressão moderados a graves, aproximadamente o dobro do que na população em geral, de acordo com o estudo.

Os pensamentos suicidas estavam presentes em 11% dos residentes, mais de três vezes acima do que na população em geral, afirmou.

Ele também descobriu que quase metade dos residentes, cerca de 49%, abusavam do álcool, mais de cinco vezes a prevalência de uso indevido registrado entre o público geral, e 33% deles relataram abuso ou dependência de álcool, duas vezes mais que os cirurgiões.

As mulheres residentes não foram uma exceção, disse o estudo, observando que 58 delas admitiram ter experimentado mau uso e abuso de álcool.

No entanto, o estudo descobriu que o esgotamento emocional, alto estresse e ansiedade pareciam melhorar consideravelmente alguns anos após o seu nível máximo, que foi registrado no terceiro ano de residência cirúrgica.

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