Japão se esforçará para melhorar relacionamento com a China, diz ex-primeiro-ministro japonês

2017-10-13 10:00:44丨portuguese.xinhuanet.com

Tóquio, 12 out (Xinhua) -- "O Japão se esforçará para melhorar a relação bilateral com a China," disse Yukio Hatoyama, ex-primeiro-ministro japonês.

"O Japão reconhecerá plenamente o fato de que o desenvolvimento constante da China é benéfico para o Japão," afirmou o ex-primeiro-ministro de 70 anos em uma entrevista recente à Xinhua.

Hatoyama admitiu que ainda há alguns problemas no relacionamento sino-japonês, e os problemas estão enraizados no fato de que "o governo japonês está exagerando na chamada 'ameaça da China'."

"O relacionamento político entre o Japão e a China não é normal agora, porque o Japão tem criticado a ameaça da China. Espero que o Japão possa perceber que é um erro fazê-lo e que deve se esforçar para melhorar sua relação com a China," disse ele.

Hatoyama falou muito da política externa da China. "A China tenta fazer aliados e promover a cooperação com seus países vizinhos, em vez de tirar proveito deles confiando em sua força," disse ele.

"Assim como diz um velho ditado japonês, os melhores rendimentos que os grãos de arroz dão é quando mais eles se inclinam. E é assim que a China, um país com uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas, lida com essas coisas (mantendo a cabeça baixa)," ele disse.

Na opinião de Hatoyama, o Japão, com o envelhecimento da população e apenas um décimo da população da China, deve definir a sua meta de se tornar uma "potência média" em vez de tentar tornar-se uma "superpotência" e se dedicando a aumentar a sua capacidade de defesa.

"O Japão deve ter uma convivência amigável com seus países vizinhos, especialmente com a China, da qual o Japão aprendeu muito no passado em cultura e outros aspectos," afirmou.

O Japão e a China devem estabelecer um mecanismo para lidar com disputas e expandir seus canais de diálogo e cooperação, disse ele.

Ele também disse que o Japão deveria encontrar um equilíbrio melhor em sua relação com os Estados Unidos e a China.

Hatoyama é também membro do painel consultivo internacional do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB).

Dizendo que é "anormal" o Japão não se juntar à AIIB, ele pediu aos dois países que promovam a cooperação em prol da paz e do desenvolvimento da Ásia.

Hatoyama falou muito sobre a iniciativa de construir "uma comunidade com destino comum para a humanidade" e sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota da China.

"A China está promovendo o co-desenvolvimento junto a países vizinhos através de iniciativas como a do Iniciativa Cinturão e Rota. Espero que o Japão não se exclua de tais programas, que adote políticas de cooperação," afirmou.

"Em referência à relação entre China e Japão, acho que o Japão ainda precisa resolver muitos problemas, incluindo a questão histórica," acrescentou.

Hatoyama, duas vezes chefe do Partido Democrata, foi primeiro-ministro japonês entre setembro de 2009 e junho de 2010.

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