Trump visita Las Vegas após tiroteio em massa e evita perguntas sobre controle de armas

A equipe de Trump chega ao Centro Médico Universitário do Sul de Nevada em Las Vegas, Estados Unidos, em 4 de outubro de 2017. O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, viajaram para Las Vegas na quarta-feira para mostrar seu apoio às vítimas do tiroteio de domingo. (Xinhua/Wang Ying)
Las Vegas, Estados Unidos, 4 out (Xinhua) -- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou discutir o problema da violência armada quando visitou Las Vegas na quarta-feira, três dias depois que a cidade foi abalada pelo maior tiroteio na história americana moderna.
Trump e a primeira dama Melania viajaram para o Centro Médico Universitário do Sul de Nevada para uma visita privada a pacientes e profissionais médicos após o tiroteio que deixou 58 pessoas mortas e mais de 500 feridos.
Falando aos repórteres na recepção do Centro Médico da Universidade, Trump disse que conheceu "algumas das pessoas mais incríveis" e os convidou a visitá-lo na Casa Branca.
O presidente ignorou a pergunta do repórter sobre se o país tem "problema de violência armada".
"Não vamos falar sobre isso hoje," disse Trump, que ganhou o apoio da National Rifle Association na campanha presidencial do ano passado.
O atirador suspeito, Stephen Paddock, um jogador de 64 anos e investidor imobiliário, comprou 33 armas de fogo no ano passado. A polícia encontrou 47 armas de fogo no hotel e sua casa. A polícia ainda tem que tirar uma conclusão a respeito de porque Paddock realizou o ataque.
Rodeado por médicos e enfermeiras, Trump elogiou a equipe médica que tratou dezenas de pacientes no domingo à noite.
"O país precisa se unificar. É muito diversificado e dividido. É meio triste," disse Judd Frazier, enfermeiro que trabalha no famoso hospital localizado em Las Vegas, à Xinhua após a visita do presidente.
"Ele (Trump) é uma pessoa muito diferente, ele fala sua mente e irrita as pessoas, mas acho que ele estar aqui apenas unifica esperançosamente este país. E é isso que precisamos," disse Frazier, que estava a cerca de 20 metros do palco quando Paddock abriu fogo em um festival de música ao ar livre, em Las Vegas Strip.
"Espero que possamos nos unir em resoluções com as questões de armas e todas as outras questões como essa," acrescentou.
Os Trumps então se encontraram com policiais e primeiros atendentes no Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas (LVMDP).
"Vocês mostraram o mundo e o mundo está assistindo, e vocês mostraram o que é profissionalismo," disse Trump.
"O presidente dos Estados Unidos é o oficial de maior ranking do país, quando essa pessoa gasta seu tempo para vir aqui para ver os oficiais, graças ao que eles fizeram, é gratificante para todos nós oficiais," Steven Grammas, o presidente da Associação de Proteção da Polícia de Las Vegas (LVPPA), disse à Xinhua.
Um dia depois de sua visita a Porto Rico devastado por um furacão, a visita de Trump a Las Vegas na quarta-feira é sua segunda viagem em dois dias destinada a reconfortar vítima de tragédias.
Dias após o tiroteio em massa, Grammas não "acha que está atrasado". "Trazê-lo aqui cedo talvez tivesse causado problemas," acrescentou. "Ainda estamos lidando com todo o bloqueio lá."
Quando o presidente partiu para a Casa Branca, Trump disse a jornalistas: "É um dia muito, muito triste para mim, pessoalmente."
O pior tiroteio em massa na história moderna dos EUA renovou uma discussão veemente no país sobre como conter a violência armada.
De acordo com a organização sem fins lucrativos Gun Violence Archive, o tiroteio em massa em Las Vegas, no final da noite de domingo, foi o 273º tiroteio em massa nos Estados Unidos nos 275 dias de 2017.
Os tiroteios em massa, uma ocorrência quase diária nos EUA, são quando quatro ou mais pessoas são mortas por tiros em um incidente, de acordo com o FBI.
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