China e ASEAN impulsionam comércio e investimentos com ALC atualizada

2017-09-14 13:49:33丨portuguese.xinhuanet.com

Nanning, 14 set (Xinhua) -- No Porto de Puzhai, uma zona comercial à margem do Vietnã na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, no sul da China, os caminhões carregados de pitaia, durião e outras frutas tropicais estão passando pelas ruas de um dos centros comerciais mais movimentados da região.

A maioria das mercadorias circuladas aqui são isentas de impostos graças a um acordo de livre comércio que entrou em vigor em 2010. A Área de Livre Comércio (ALC) da China e da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a maior ALC regional no mundo em termos de população, já zerou os impostos para mais de 90% das mercadorias comercializadas entre a ASEAN e a China.

Uma versão atualizada da ALC deve facilitar mais o comércio, ampliar o investimento bilateral, e encorajar a cooperação tecnológica.

"O protocolo de atualização da Área de Livre Comércio China-ASEAN já foi assinado e colocado em efeito, e injetará novo ímpeto ao desenvolvimento econômico e comercial bilateral", disse o vice-premiê chinês Zhang Gaoli.

Ele fez o comentário na abertura da 14ª Expo China-ASEAN e Cúpula de Negócios e Investimento China-ASEAN que estão sendo realizadas na capital provincial, Nanning.

Construindo sobre a estrutura atual da ALC, a atualização reduz as restrições comerciais que alguns membros da ASEAN impuseram em certos setores de serviço, simplifica os procedimentos alfandegários, e encoraja que as empresas explorem novas oportunidades surgidas com comércio eletrônico.

A implementação da atualização ajudará a China e a ASEAN a chegar mais perto para realizar a meta de ampliar o comércio bilateral para US$ 1 trilhão até 2020, disse o sultão de Brunei Haji Hassanal Bolkiah na expo.

Desde o seu estabelecimento, a ALC tem reforçado as relações comerciais entre a China e a ASEAN. A China tem sido o maior parceiro comercial da ASEAN por oito anos, e a ASEAN tem sido o terceiro maior parceiro comercial da China por seis anos.

Segundo Xu Ningning, vice-secretário-geral do Conselho Comercial China-ASEAN, a ALC tem servido como um modelo para a integração econômica regional especialmente em um momento quando o protecionismo está surgindo em alguns países ocidentais.

Na expo, algumas empresas disseram que já sentiram as conveniências trazidas pela ALC atualizada. Segundo Li Chuanren, gerente-geral da Guangxi Overland Total Logistics, uma empresa que oferece serviços de logísticas bidirecional entre o Sudeste Asiático e a China, os procedimentos de liberação alfandegária mais simples e transparentes economizaram pelo menos 60% do tempo exigido para a empresa.

"Quando se faz o processo digital, é mais fácil para as empresas administrarem o seu tempo e níveis de estoque. Também é mais fácil para os reguladores administrarem todos os dados", disse Li.

Com as oportunidades comerciais crescentes entre a ASEAN e a China, Li disse que a empresa registrou um crescimento de 15% em média em termos de pedidos comerciais nos últimos anos.

Não é apenas o comércio que a ALC está tentando promover. Segundo Xu, ela também encoraja a colaboração em investimento mais profunda que traga benefícios mútuos.

Como os países da ASEAN estão impulsionando a urbanização e a industrialização, eles têm uma necessidade urgente para fundos e também de tecnologia, que são as vantagens da China, disse Xu.

Segundo os dados do Ministério do Comércio da China, o investimento direto estrangeiro bi-direcional cumulativo entre a China e a ASEAN já atingiu US$ 185 bilhões. Nos primeiros sete meses deste ano, a China investiu US$ 4,82 bilhões na ASEAN.

A ALC atualizada também encoraja que todas as partes compartilhem as informações e as especialidades sobre os assuntos relacionados ao comércio eletrônico.

Em resposta, a plataforma de comércio eletrônico transnacional China-ASEAN foi estabelecida no fim de 2016. Em aproximadamente três meses, o site atraiu 135 empresas da ASEAN, com 646 mil pedidos feitos durante o período.

"A construção da ALC China-ASEAN permite aos dois lados compartilhar um mercado comum de mais de 2 bilhões de pessoas. No futuro, a Iniciativa do Cinturão e Rota trará as relações bilaterais mais íntimas e os intercâmbios pessoais serão mais convenientes", disse Zhai Kun, professor das relações internacionais na Universidade de Pequim.

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