Campanha contra corrupção em Moçambique leva mais 28 funcionários ao tribunal

2017-09-14 10:48:37丨portuguese.xinhuanet.com

Maputo, 12 set (Xinhua) -- As autoridades anticorrupção de Moçambique iniciaram nesta terça-feira um julgamento de 28 funcionários que alegadamente desviaram 2,7 milhões de dólares americanos do fundo nacional para agricultura.

Setina Titosse, a líder da fraude alegada, é a ex-diretora-gerente do Fundo de Desenvolvimento da Agricultura (FDA). Ela foi presa logo após o gabinete anticorrupção reunir provas de seus crimes.

Titosse foi acusada de envolvimento na aprovação de projetos agrícolas fictícios. Dado que a maioria não existia ou foi parcialmente implementado, o dinheiro foi posteriormente transferido para sua conta bancária.

Os acusados enfrentam 355 acusações, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro, desfalque, corrupção passiva e ativa, abuso de poder e pagamento de remunerações indevidas.

Um relatório aprofundado do jornal "Notícias" descobriu que havia um total de 80 transações bancárias no processo e pelo menos 30 deles estavam relacionados à retirada de dinheiro da FDA.

Dez empresas foram utilizadas nos últimos dois anos para obter vantagens ilícitas, a maioria operada no domínio comercial, sem relação com a finalidade da FDA, segundo o relatório.

A FDA é uma instituição financeira autônoma, um ramo do Ministério da Agricultura dedicado a impulsionar o setor agrícola do país.

De acordo com a agência anticorrupção, a empregada doméstica de Titosse desempenhou um papel importante na identificação de pessoas que ajudaram a ex-presidente ilegalmente a retirar dinheiro da FDA.

A empregada de casa testemunhou que, desde 2014, a fraude beneficiou os irmãos, sobrinhas, sobrinhos e amigos de seus empregadores envolvidos e também ajudou a desviar as autoridades do rastreamento da origem do dinheiro.

Apenas dois meses atrás, as autoridades da justiça moçambicana realizaram um julgamento contra o ex-ministro da Justiça, Abdulremane Lino de Almeida, e o condenaram a dois anos de prisão por abusar dos fundos do Estado.

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