China poderá proibir carros de combustível fósseis

2017-09-12 10:49:33丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 12 set (Xinhua) -- Com a guerra em grande escala contra a poluição, a China sinalizou a intenção de juntar-se aos países como a Grã-Bretanha e França, com planos para proibir a manufatura e venda de carros movidos a combustíveis tradicionais.

Ao participar de um fórum automobilístico no fim de semana, Xin Guobin, vice-ministro chinês da Indústria e Informatização, revelou que o país começou a pesquisa sobre um cronograma para eliminar gradualmente a produção e a venda de carros a combustível fósseis.

Enquanto Xin não deu nenhum detalhe sobre o prazo final, ele disse que "as medidas seguramente trariam mudanças profundas para o desenvolvimento do setor."

O anúncio seguiu medidas semelhantes de diversos países para terminar a era de veículos de gasolina para cortar emissões e reduzir a poluição.

Em julho, o ministro francês de Ecologia Nicolas Hulot anunciou que a França terminaria as vendas de veículos a gasolina e diesel até 2040, como parte do plano do país para alcançar seus objetivos sob o acordo do clima de Paris.

No mesmo mês, o governo britânico seguiu com um plano semelhante, visando o ano 2040 como o prazo final para parar as vendas de novos carros de combustível fóssil.

Segundo analistas, enquanto não há nenhuma dúvida de que os veículos de nova energia (NEVs, em inglês) eventualmente dominarão, quanto tempo levará a mudança ainda é algo desconhecido e isso dependerá muito da melhora da infraestrutura e tecnologia, assim como o quão rápido as montadoras podem se adaptar.

Na China, o maior mercado automobilístico do mundo, o governo é um apoiador leal de NEVs, os considerando um caminho para aliviar a pressão contra o meio ambiente.

Uma série de medidas, incluindo isenções de impostos, descontos para compras de carros e uma ordem para que os organismos do governo comprem mais carros de nova energia, estão tomando lugar para incentivar o uso de NEVs.

No ano passado, a China vendeu 507 mil NEVs, um aumento de 53% em termos anuais. As vendas de veículos elétricos saltaram 65,1% em termos anuais para 409 mil, respondendo por 80% dos veículos de nova energia vendidos.

Uma diretriz anterior do Conselho de Estado disse que a China construiria mais de 12 mil novas estações de recarga antes de 2020 para atender às demandas de mais de 5 milhões de NEVs.

Zhong Shi, analista da indústria, disse que a China poderia adotar um prazo final antes de 2040, pois seria mais fácil para o país fazer a mudança dada sua história relativamente curta no uso de carros.

Enquanto isso, propor uma data mais tarde que 2040 significaria que a China será deixada para trás no esforço ecológico, um cenário que o governo não queria ver, disse Zhong.

Segundo um roteiro compilado pela Sociedade de Engenheiros Automotivos da China, encarregado pelo Ministério da Indústria e Informatização, a fatia de vendas de NEVs deve atingir mais de 40% do total de automóveis até 2030.

Qiu Kaijun, um observador da indústria, tem uma opinião diferente, acreditando que levará muito mais tempo para a China fazer a mudança, devido a seu mercado massivo.

A China pode adotar um cronograma diferenciado, com grandes cidades como Beijing e Shanghai alcançando a meta até 2030, enquanto as regiões menos desenvolvidas, mais tarde, disse ele à CNR News.

Levando em conta o recente desenvolvimento mundial, é apenas uma questão de tempo para os carros de combustíveis tradicionais desaparecerem, disse Qui.

Sendo os mais sensíveis para as tendências do mercado, os principais jogadores industriais têm reagido rápido.

A montadora Volvo disse em julho que todos seus modelos teriam um motor elétrico a partir de 2019. A GM, Volkswagen, Ford, Daimler e muitas outras montadoras também têm planos para intensificar a produção de NEVs.

A China atualmente lidera o mundo no desenvolvimento de NEVs. As montadoras chinesas como BYD, BAIC e Geely estavam entre as primeiras colocadas do mundo em termos de vendas de carros elétricos no ano passado, segundo a Associação de Carros de Passageiros da China.

A cooperação internacional na produção de NEVs também está aumentando.

A China prometeu cortar em 60-65% suas emissões de carbono por unidade de PIB até 2030, em relação aos níveis de 2005 e elevar a fatia do uso da energia não fóssil no consumo total para cerca de 20%.

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