Cientistas descobrem maior fóssil de "dragão do mar" já encontrado em arquivo de museu
Hannover, Alemanha, 30 ago (Xinhua) -- Cientistas alemães e britânicos descobriram o maior "dragão do mar" já registrado após o espécime ser originalmente descoberto há 20 anos.
O espécime, originalmente descoberto em meados da década de 1990, em Somerset, Inglaterra, é estimado entre 300 e 330 centímetros de comprimento e é o "maior exemplo inequívoco" da família Ichthyosaurus, de acordo com um estudo publicado na revista científica Acta Palaeontologica Polonica.
Os ictiossauros eram um grupo bem-sucedido de répteis marinhos que foram extintos há cerca de 90 milhões de anos. Muitas vezes, mal identificados como dinossauros nadadores, esses répteis apareceram antes que os primeiros dinossauros tivessem evoluído, de acordo com a Associação Americana para o Avanço da Ciência.
O espécime permaneceu sem estudo no Museu do Estado da Baixa Saxônia em Hannover, Alemanha, até Sven Sachs, um paleontólogo do Museu de História Natural de Bielefeld, tê-lo observado pela primeira vez durante uma visita de rotina no ano passado.
Saches convidou Dean Lomax, paleontologista e especialista em ictiossauros da Universidade de Manchester, para estudarem o fóssil juntos.
Após um exame aprofundado do fóssil, eles descobriram que a criatura estava grávida no momento da morte, o que o torna o terceiro exemplo conhecido em registro de um Ictiossauro com embrião.
"Isso é especial," disse Lomax em um comunicado de imprensa. "Este exemplar fornece novos insights sobre o tamanho da espécie, mas também registra apenas o terceiro exemplar de um ictiossauro conhecido com um embrião," disse ele.
Outra descoberta intrigante foi que o espécime é um composto, pois quase toda a cauda foi adicionada ao resto do esqueleto e outras peças foram reconstruídas.
"No entanto, ele não foi ‘montado’ para representar uma falsificação, mas simplesmente para melhorar a amostra," disse Sachs.
De acordo com o estudo, o comprimento total estimado do "dragão do mar" é baseado no crânio e comprimento de seu tronco.
"Muitos exemplares de Ictiossauros são de coleções históricas e a maioria não tem bons registros geográficos ou geológicos, mas esse espécime tem tudo isso. Isso pode ajudar a datar outros fósseis de ictiossauros que atualmente não possuem informações," disse Sachs.
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