Cúpula de Xiamen ajudará a construir laços mais fortes do BRICS, diz presidente do NBD

2017-08-11 09:57:24丨portuguese.xinhuanet.com

Shanghai, 11 ago (Xinhua) -- A próxima cúpula do BRICS em Xiamen ajudará os cinco países membros a construírem uma parceria econômica mais forte e um futuro mais brilhante, disse o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS (NBD), K.V. Kamath.

Passou uma década desde que o Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul reuniram-se para formar o BRICS. O próprio NBD é "resultado da junção econômica" do grupo de economias emergentes, disse Kamath durante uma entrevista exclusiva à Xinhua nesta quarta-feira.

Na nona cúpula do BRICS, a ser realizada na cidade chinesa de Xiamen, no início de setembro, Kamath apresentará o progresso do banco nos últimos dois anos assim como a direção dele nos próximos dois a três anos.

Fundado pelos estados-membros do BRICS em 2014, o NBD foi aberto em Shanghai em julho de 2015 e se tornou totalmente operacional no início de 2016.

O primeiro empréstimo concedido pelo NBD, para um projeto da energia solar em Shanghai, deve começar a operação em agosto.

O banco deve aprovar cinco novos projetos com um valor total de US$ 1,5 bilhão em setembro, com dois deles na China, disse Kamath.

No total, o banco tem 23 projetos em diversas fases de preparação para 2017-2018, com um valor total de empréstimos de US$ 6 bilhões. O banco concedeu empréstimos para sete projetos em 2016.

Segundo sua estratégia geral para 2017-2021, o banco destinará dois terços de seus empréstimos para o desenvolvimento da infraestrutura sustentável.

"O crescimento dos países emergentes, particularmente o crescimento que nós vimos na China, sublinhou claramente a importância para que o crescimento seja sustentável", contou Kamath à Xinhua.

"Eu diria que nós aprendemos com a experiência da China em buscar a sustentabilidade como um núcleo do processo de empréstimos", acrescentou.

O NBD está examinando mais oportunidades de financiamento com moedas locais nos países membros.

Depois da emissão dos primeiros bônus ecológicos do banco na China, que foi bem recebida pelo mercado no ano passado, Kamath disse que o banco está planejando outra emissão de entre 3 a 5 bilhões de yuans (US$ 450 a 750 milhões) no segundo semestre deste ano.

Enquanto isso, planeja emitir bônus em moedas locais em outros países membros. "A Índia provavelmente será um dos primeiros, e nosso diálogo com banqueiros na Rússia e outros países membros indica que existe bom escopo para emitir bônus de moedas locais nestes países", disse Kamath.

Ele também assinalou à Xinhua que o banco abrirá seu primeiro escritório regional em Joanesburgo da África do Sul em 17 de agosto.

Esse escritório regional terá a função de "cara para a África", pois ele se concentrará inicialmente em preparar projetos em andamento, informou Kamath.

O banco pretende abrir outros escritórios regionais, segundo Kamath.

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