Destaque: Cinturão e Rota abre caminho para intercâmbios científicos e culturais entre jovens asiáticos 

2017-07-17 09:41:00丨portuguese.xinhuanet.com

Por Fei Liena 

Beijing, 14 jul (Xinhua) -- Nascido na ilha de Java da Indonésia, Hendy Yuniarto costumava ficar cercado por mares e montanhas, até vulcões ativos. Ele nunca imaginou que um dia viveria em um lugar seco e frio como Beijing. 

Mas isso se tornou realidade depois que ele se formou na Universidade Gadjah Mada da Indonésia com mestrado em linguística e ciência cultural. 

NOVA OPORTUNIDADE, NOVA VIDA 

Depois de trabalhar como professor e jornalista para um jornal local durante alguns anos, Yuniarto se juntou a um programa de intercâmbio educacional entre a China e a Indonésia e obteve uma oportunidade de emprego para se mudar para a China para ensinar a cultura e a língua indonésia na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (BFSU) em 2015. 

"Quero fazer com que meus alunos e os chineses em geral conheçam melhor meu país, e não apenas a ilha de Bali", disse Yuniarto, rindo. 

"Eu também quero aprender chinês", disse ele. "A China possui uma cultura e uma história riquíssimas.” 

Enquanto isso, Myat Thiri, uma jovem cientista da área de biotecnologia do antigo Ministério da Ciência e Tecnologia de Mianmar, foi para a China através do Programa Jovens Cientistas Talentosos (TYSP) do Ministério da Ciência e Tecnologia da China.

Thiri fez parte da equipe de pesquisa de biorremediação do professor Yang Yunan da Universidade Beihang da China entre outubro de 2015 a abril de 2017 e realizou diversas pesquisas ecológicas, estudos de fontes de poluição e experiências com microrganismos. 

"Meu trabalho científico específico foi encontrar a relação entre o surto de isópodes e a mortalidade dos mangues. Eu aproveitei muito meu trabalho e aprendi muito com meus colegas chineses", disse Thiri.

"Depois de trabalharmos e estudarmos juntos durante 18 meses, fizemos muitas memórias felizes", disse Yang, mentor de Thiri, acrescentando: "Nós também aprendemos muito com as qualidades de Thiri.” 

"Por exemplo, de julho de 2016 a fevereiro de 2017, realizamos pesquisas ecológicas e amostragens na área de reserva natural de manguezais no porto Dongzhai de Hainan em três ocasiões. Em condições severas, como calor, queimaduras solares e lama, Thiri sempre trabalhou duro e com prazer. Também foi muito útil para os outros e estava sempre disposta a compartilhar seus conhecimentos e experiências com os outros membros da equipe", disse Yang.

A vida de Yuniarto com professor em Beijing também lhe convém muito bem. Enquanto está ensinando, Yuniarto gosta de combinar a cultura indonésia com a linguagem. Ele quer que seus alunos aprendam sua língua materna no contexto da cultura e da história da Indonésia. 

"Eu gosto muito do que faço porque me sinto orgulhoso de apresentar meu país aos meus alunos", disse o jovem. 

CONHECENDO A CHINA

Yuniarto também gosta muito de aproveitar seu tempo livre em Beijing. Ele adora visitar os locais históricos de Beijing, como a Muralha da China, o Palácio de Verão, o Templo do Céu, os hutongs e a Cidade Proibida.

Ele também adora filmes chineses, especialmente filmes de Kungfu. "Eu sou um grande fã de Jackie Chan!", disse ele. 

Para entender completamente a cultura e a história chinesas, Yuniarto participa de todos os tipos de festivais tradicionais chineses, como o Festival das Lanternas, o Dia da Limpeza dos Túmulos e principalmente o Festival da Primavera.

"A cultura chinesa influencia as vidas diárias das pessoas em muitas atividades, especialmente ensinando as pessoas a respeitarem seus pais e os mais velhos", disse ele. 

Da mesma forma, em seu tempo livre, Thiri faz passeios pela cidade de Beijinge pela ilha de Hainan, no sul da China. "Quando eu era jovem, sempre quis ver o quão enorme é a Muralha da China. Adorei as paisagens da China".

PLANOS FUTUROS

Atualmente trabalhando como pesquisadora em um laboratório ambiental do Departamento de Pesquisa em Biotecnologia no Ministério da Educação de Mianmar em Yangon, Thiri acredita que sua experiência de trabalho na China a ajudou muito em seu trabalho atual. 

"Posso aplicar esse conhecimento no meu campo de pesquisa", disse ela.

Cai Jianing, vice-diretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, disse que, desde que o ministério iniciou o TYSP em 2013, mais de 200 jovens cientistas da Índia, Paquistão, Bangladesh, Mongólia, Tailândia, Sri Lanka, Nepal, Egito e outros países vieram para a China para participar do trabalho de pesquisa científica da China, promovendo fortemente o intercâmbio de pesquisadores científicos e tecnológicos entre países ao longo do Cinturão e Rota e ajudando a criar muitos especialistas líderes internacionais em ciência e tecnologia.

"Nosso próximo passo é promover ainda mais os intercâmbios científicos e tecnológicos entre a China e os países ao longo do Cinturão e Rota, estabelecer conjuntamente laboratórios de experimentos, aprimorar a cooperação entre parques científicos dos países do Cinturão e Rota e acelerar as transferências de tecnologia", disse Cai. 

Quanto a Yuniarto, ele ainda quer viver mais alguns anos em Beijing antes de retornar ao seu país. 

"Meu nível de chinês atual é apenas intermediário, então meu plano é continuar meus estudos aqui na China, e especialmente me inscrever para um programa de doutorado tendo a cultura chinesa como tema", disse ele.

"Então eu voltarei para o meu país para ensinar estudantes e indonésios a língua e a cultura chinesa". 

Nos últimos anos, a China vem expandindo a cooperação educacional com os países ao longo do Cinturão e Rota, com muitos estudiosos estrangeiros e estudantes como Yuniarto participando do programa.

As estatísticas mostraram que, até abril, a China assinou 45 acordos de cooperação bilaterais e multilaterais com os países do Cinturão e Rota e firmou acordos de reconhecimento mútuo de diplomas acadêmicos com 24 países da iniciativa do Cinturão e Rota.

Tian Xuejun, vice-ministro do Ministério da Educação chinês, disse que durante o processo de "conexão coração-com-coração" entre as pessoas nos países do Cinturão e Rota, a educação serve como cola, catalisador e lubrificante. 

"A educação é uma questão fundamental e tem uma característica de nutrir tudo suavemente", disse Tian. "É por isso que o intercâmbio educacional está se tornando cada vez mais importante". 

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