Presidente do Brasil preocupa-se com crimes de facções

2017-01-12 16:56:02丨portuguese.xinhuanet.com

Brasília, 11 jan (Xinhua) -- O presidente do Brasil, Michel Temer, afirmou na quarta-feira que os criminosos parecem ter "direitos fora do Estado" que dizem respeito a todo o país.

O presidente disse em uma reunião do gabinete que a crise no sistema penitenciário tinha ido além da esfera de segurança. Cerca de 100 pessoas foram mortas em rebeliões em presídios no norte do país neste ano.

Temer afirmou que o governo federal "estava muito interessado neste tema, já que as organizações criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), Família do Norte, etc., constituem regras quase judiciais, um Estado de Direito fora do Estado."

"Para nossa surpresa, quando realizam esses espantosos assassinatos, eles fazem de acordo com seus próprios códigos, portanto, é uma questão que vai além da segurança e preocupa todo o país," destacou.

Temer acrescentou que a segurança pública não é responsabilidade exclusiva do governo federal e que ajudaria os governos regionais a enfrentar a crise nas prisões, bem como a crise financeira em todo o país.

Em relação à enorme superlotação em prisões em todo o país, o presidente reconheceu as condições em que os reclusos são mantidos são "desumanas."

"A realidade exige a construção de prisões, pelo menos para melhorar as condições desumanas. Há prisões que são projetados para 600 pessoas, na verdade, abrigando 1.600 pessoas," explicou Temer.

Os assassinatos em rebeliões nos presídios aconteceram principalmente no norte do Brasil.

No dia 1 de janeiro, um tumulto entre duas gangues, Família do Norte e o Primeiro Comando da Capital, deixou 56 mortos. Na semana seguinte, foram observados vários massacres seguidos, sendo que os mais mortíferos chegaram à prisão de Monte Cristo em Roraima, onde morreram 33 presos.

Na segunda-feira, mais quatro prisioneiros morreram na prisão de Puraquequara, em Manaus.

Em uma estratégia para restaurar a ordem nas prisões dos estados do Norte, tropas de elite foram enviadas na terça-feira para Manaus e Boa Vista, capital do estado vizinho de Roraima, para ajudar a reforçar a segurança nas prisões.

A medida faz parte da ajuda que o governo federal prometeu a sete estados do Norte, a fim de reforçar o controle nessas prisões.

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