Entrevista: Estudioso argentino diz que China desempenha papel importante no desenvolvimento da América Latina

2017-01-10 09:44:28丨portuguese.xinhuanet.com

Buenos Aires, 8 jan (Xinhua) -- O papel da China, principal parceiro global da América do Sul, fortalece o desenvolvimento latino-americano, disse um estudioso argentino, Nicolas Trotta.

O papel da China afetará não só a Argentina, mas a região como um todo, disse o chefe da Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho da Argentina em entrevista à Xinhua.

"Colocar a Argentina no caminho de um desenvolvimento equitativo requer uma agenda ambiciosa e multidimensional que tenha uma estratégia de impulsionar a integração e a conectividade com o mundo," disse Trotta.

"Nosso país deve consolidar seus laços com a região latino-americana, através do fortalecimento de blocos como o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a Unasur (União das Nações Sul-Americanas), promovendo a complementaridade entre as economias dos países sul-americanos, expandindo a infraestrutura de energia e conectividade da região e a promoção de processos compartilhados de inovação," afirmou.

Ele acredita que este é o lugar onde os principais parceiros, incluindo Argentina e China, são necessários para a região.

O ano de 2017 marca o 45º aniversário do estabelecimento de laços diplomáticos entre a Argentina e a China, relacionamento este que foi elevado a uma parceria estratégica abrangente.

Trotta pediu esforços para "forjar uma maior complementaridade", benefícios mútuos e transferências de tecnologia para facilitar "o pleno desenvolvimento de nossas economias."

"A curto prazo, a promessa da China de investir em infraestrutura, como energia, ferrovias e conectividade, é essencial, assim como a presença de empresas chinesas em países de nossa região," disse ele. Para fortalecer o seu desenvolvimento, a China precisa de nossos países para reforçar a construção de um mundo multilateral," acrescentou.

O desenvolvimento das relações entre a China e a América Latina avançou de forma estável em 2016, inclusive na frente cultural, graças ao ano de intercâmbio cultural entre a China e a América Latina.

A China é no momento o segundo maior parceiro comercial da região e a terceira maior fonte de investimento, enquanto a América Latina é o sétimo maior parceiro comercial da China e um dos principais destinos dos investimentos chineses.

Trotta acredita que "a crise da globalização oferece uma oportunidade para a América do Sul e a China para consolidar laços, transformando-os em um eixo central de desenvolvimento compartilhado, acompanhado por uma visão comum sobre geopolítica global".

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