2016, um ano de glória e tragédia para o futebol brasileiro

2017-01-04 10:35:03丨portuguese.xinhuanet.com

 

Neymar participa da cerimônia de entrega da medalha de ouro do futebol masculino nos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 2016. (Xinhua/Cheng Min)

por Eloyza Guardia

Rio de Janeiro, 31 dez (Xinhua) -- O futebol brasileiro vai olhar para trás em 2016 com uma mistura de glória e tragédia, misturando a conquista do ouro olímpico em casa e a tristeza causada por um acidente de avião, que matou 19 jogadores, bem como treinadores e gerentes da equipe de futebol da Chapecoense.

A primeira metade do ano provou ser muito difícil. A lendária equipe brasileira não conseguiu acertar o passo, ficando em sexto lugar nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018 e sendo nocauteada pelo Paraguai durante a fase eliminatória da Copa América Centenário.

Uma mudança era iminente quando Aldenor Bacchi, conhecido como Tite, assumiu como treinador nacional após a saída de Dunga em junho.

Sob o comando de Tite, a "Seleção" foi transformada, conseguindo seis vitórias consecutivas nas eliminatórias efechando o ano no topo do ranking, com 27 pontos, quatro à frente do Uruguai, que se encontra em segundo lugar.

Paralelamente a essa reversão, a equipe brasileira, liderada por Neymar, conquistou a medalha de ouro em casa nos Jogos Olímpicos do Rio, em território sagrado, o Maracanã.

Nos campeonatos, os clubes de futebol brasileiros levaram seis vagas de qualificação direta para a Copa Libertadores: Palmeiras, Santos, Flamengo e Atlético Mineiro, por terminarem nos quatro primeiros lugares do campeonato brasileiro,

Grêmio, campeão da Copa do Brasil e Chapecoense, considerados como campeões da Copa regional Sul-americana.

Mais duas equipes, Botafogo e Atlético Paranaense, que terminaram em quinto e sexto lugar no campeonato brasileiro, entrarão na repescagem para tentar conquistar mais uma vaga na Copa Libertadores.

No entanto, esses triunfos foram ofuscados pela queda de um avião. O acidente ocorrido em 29 de novembro, perto da cidade colombiana de Medellín, foi a maior tragédia da história da Chapecoense.

Os torcedores do time de futebol brasileiro Chapecoense participam de uma vigília no estádio no município de Chapecó, no estado de Santa Catarina, Brasil, em 29 de novembro de 2016. (Xinhua/AGENCIA ESTADO)

O modesto time da cidade de Chapecó e recém-chegado à primeira divisão, estava a caminho de sua primeira final internacional contra o Atlético Nacional.

O avião, pertencente à LaMia da Bolívia, levava a equipe, convidados e 22 jornalistas a Medellín, quando caiu perto do aeroporto, matando todos a bordo, exceto seis sobreviventes, três jogadores, dois tripulantes e um jornalista.

O choque e a dor uniram o mundo do futebol para confortar as famílias dos falecidos. Estádios em todo o mundo ficaram em silêncio enquanto os jogadores abaixavam a cabeça. Muitos deles usavam o símbolo do clube brasileiro em suas camisas e gritos de "Vamos Chape!" foram ouvidos de Manchester à Cidade do México.

Uma grande cerimônia fúnebre foi realizada no estádio da Chapecoense, com a presença do presidente brasileiro Michel Temer e autoridades do futebol de todo o mundo.

Além disso, o Atlético Nacional na Colômbia realizou uma emotiva cerimônia própria e solicitou com sucesso que o título da Copa Sul-Americana fosse dado à Chapecoense.

Isso permitirá que o clube se qualifique diretamente para a Copa Libertadores e outros campeonatos internacionais, enquanto a associação de futebol brasileira disse que o clube não será rebaixado pelas as próximas três temporadas.

Agora, o clube está recebendo ofertas de todo o mundo, com clubes dispostos a emprestar os jogadores de graça, antes da temporada de 2017, que começa em janeiro.

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